"Escrevo de uma vez. Quando vem, sai assim encachoieradamente,com muita paixão. Depois deixo dormir, deixo amadurecer como um fruto amadurece. Em seguida, eu volto e retomo. esse seria um trabalho de artesanato. O primeiro impulso é importantíssimo que fique gravado como eu escrevi. Depois, então, eu tiro uma palavra aqui, corto outra ali adiante, acrescento uma, substituo outra. E justamente como um artesanato.(...) Não tenho rotina nenhuma. Sou uma indisciplinada. Mas não escrevo diariamente. As vezes escrevo seguidamente, sem parar. Depois faço pausas, ai entro novamente. E aquilo que Eclesiastes dizia: Tudo depende do tempo e do acaso. Muitas vezes estou cansada, porque fui a uma festa ou a um compromisso, mas me da aquela vontade desesperada de escrever. Então deixo tudo e lá vou. Eu sei que é preciso pegar aquele instante quente, como no amor. Acho que escrever um ato de amor. E o amor não pode ser adiado. "
Fonte:SA, Sergio de. Correio Brasiliense,1°de março de 1998.
Escolhi este depoimento pois acho que me indentifico com o processo de escrita da autora, também quando escrevo faço de uma vez, encachoieradamente.
Um comentário:
Bel, o depoimento da Lygia é lindo, delicado, eu adorei.
Acho que só combina com você e com a sua maneira de escrever.
O seu blog está muito agradável, leve.
Quero muito que você me dê essa ajuda pra indicar livros, quem sabe não "pego no tranco"! :)
beijos Carol
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